[TRENDING] Entenda o caso de B.I e sua saída do IKON

Na última Quarta-feira, 12, todos os fandons pararam para acompanhar o caso de B.I, líder do boygroup IKON que deixou o grupo, e a empresa YG, após ser acusado de ter contato e comprar drogas com o contato identificado como A.

As leis coreanas são severas contra o uso de drogas, se envolver com compra, uso ou venda (dentro ou fora do país) pode levar de seis meses a quatro anos de prisão.

O contato aconteceu em 2016, mas o acesso às mensagens foi concedido a mídia na semana passada, estampadas em veículos de níveis internacionais, sendo o DISPATCH principal fonte divulgadora. As mensagens foram obtidas pela polícia (ainda em 2016) após o suspeito de realizar a venda ter seu celular apreendido para investigação, e lá estava o nome de B.I.

A princípio somente o nome do contato com quem B.I trocava as mensagens foi censurado, e identificado como A, o que causou uma grande curiosidade na Internet, já que A, segundo a polícia, fez uso de maconha na presença de B.I e foi quem entregou o LSD ao artista. A identidade de A foi revelada neste final de semana, e tem um nome muito conhecido: Han Seo Hee.

HAN SEO HEE E SEU ENVOLVIMENTO COM A YG

O nome ficou conhecido em 2017 após uma confissão. Han Seo Hee afirmou ter consumido maconha em forma líquida na casa de T.O.P, o qual, segundo ela, era seu namorado na época. O caso foi revelado quando T.O.P cumpria serviço de alistamento militar obrigatório, e ele chegou a ser expulso da corporação onde servia por descumprir a lei.

A relação de Han Seo Hee com B.I também está ligada ao consumo de maconha. A ex trainee escreveu em seu Instagram que fazia o uso dessa substância com o cantor, e que recebeu o pedido de levar LSD a B.I, e deixou na porta de seu dormitório.

Ainda na publicação, Han Seo Hee relembra o caso de T.O.P e diz estar recebendo sua punição. Para ela, os casos são semelhantes, então seu julgamento deve ser um só.

“Já começo dizendo que isso não é um pedido para uma pena mais branda. Em agosto de 2016 o caso sobre a maconha e o uso de LSD, e o caso da maconha com T.O.P em outubro de 2016 se cruzaram, e eu estou recebendo minha punição. Os casos são diferentes, mas o julgamento é um só.
Eu não vendo, eu apenas entrego. Após usar meu dinheiro para comprar drogas, eu entrego o pacote nas mãos de Kim Han Bin (B.I) pelo mesmo preço.
As pessoas dizem que é uma estratégia de venda, mas se você pensar bem: não é. Eu não vejo como lucro. Isso será revelado mais tarde através de uma entrevista descente. Se houver a abertura da investigação a respeito da entrega de drogas, então eu vou fielmente cooperar com as autoridades.
O foco deveria ser Yan Hyun Suk que pessoalmente interferiu nesse caso, me fazendo ameaças, e fazendo acordos com a polícia. Entretanto, estou com medo de que por meu nome ter sido revelado nos artigos, o foco caia todo sobre mim.
Estou pedindo para que olhem para o meu caso separadamente.
Eu não sei se muda eu dizer alguma coisa, mas… Eu tentei parar Kim Han Bin, pedi para que ele não fizesse isso. “

Seo Hee acusa Yan Hyun Suk (ex Presidente da YG) de ter contratado um advogado para representá-la no caso.
Durante a investigação que aconteceu em 22 de agosto de 2016, a polícia perguntou Han Seo Hee sobre as mensagens trocadas com B.I. Ela confirmou que havia entregue LSD na frente do domitório do iKON no dia 3 de maio de 2016.
Entretanto, durante o 3º interrogatório a ex-trainee mudou seu depoimento, alegando nunca ter levado drogas para B.I, ainda que ele houvesse solicitado.
Segundo notas divulgadas pela mídia, HyunSuk havia se encontrado pessoalmente com Seo Hee, para falar com ela sobre seus últimos depoimentos em relação a B.I.

Após as revelações de Seo Hee, o ex-presidente da YG se posicionou publicamente. Hyun Suk disse: “É verdade que eu peguei o celular dela. Eu não queria que ela gravasse isso. Mas eu fui cauteloso com minhas palavras. Falei para ela que faziamos exames toxicológicos com nossos artistas duas vezes por mês e que o teste de B.I nunca deu positivo. Contei que se B.I fosse para a polícia e o teste não fosse positivo, ela poderia ser punida por difamação. Por isso que ela ficou assustada e escolheu mudar seu depoimento. Se B.I fosse para a polícia, ele teria o teste 100% negativo para drogas.

O caso foi encerrado sem que B.I fosse intimado para depôr sobre as conversas no kakao talk.

Outro nome envolvido no caso é de Seunghoon, integrante do boygroup Winner, também da YG Ent. A Dispatch revelou o chat entre Seunghoon e Seo Hee, onde ele parece aflito pelo teste toxicológico de B.I ter o resultado positivo.

Segundo a Dispatch, Seunghoon entrou em contato com Seo Hee a pedido de Hyun Suk, que queria fazer um acordo, para que nenhuma informação sobre B.I espalhasse. Entretanto, Seo Hee encontrou-se com outra pessoa, nomeada de K, que não teve sua identidade revelada, para uma conversa antes de se apresentarem a polícia.

Por ser conhecida como ex trainee, internautas acreditaram que a proximidade de Seo Hee com os artistas da YG estaria ligada à sua participação como trainee na empresa, porém segundo ela mesma, nunca foi trainee da YG. Seo Hee já afirmou em uma live (2017) que foi trainee da Maroo Ent., conhecida por treinar alguns ídolos como Jungkook do BTS e Park JiHoon (ex Wanna One). A YG também lançou uma nota reforçando que Seo Hee não fez parte dos grupos de trainees da empresa. Além disso, Seo Hee participou do Reality Show Birth of a Great Star 3.

B.I se posicionou sobre o caso

Para B.I, a procura pelas drogas veio em um momento de fraqueza, onde lidava com situações estressantes de sua carreira e muito desgaste mental. Responsável pela liderança do IKON, e sendo um dos principais produtores das canções do grupo, o idol contou em carta aberta no seu perfil do Instagram, que teve muito medo de consumir as substâncias e nem mesmo chegou a fazer uso. No texto ele se mostra arrependido e a sua saída da empresa YG foi feita após horas do caso vir à tona para a mídia. O nome do artista foi retirado do site da companhia e o contrato anulado, visto que ambas as partes –B.I e YG- estavam em comum acordo.

Tradução:

“Eu gostaria de pedir sinceras desculpas por causar problemas devido às minhas ações tremendamente inapropriadas.

É verdade que eu optei em me apoiar em algo, que eu não deveria ter tido interesse, ao passar por um momento difícil e doloroso. No entanto, eu estava com muito medo em usar.

Mesmo assim, estou tão envergonhado e me desculpo com os fãs que ficaram muito desapontados e feridos por causa das minhas palavras e ações erradas. Pretendo humildemente refletir sobre meu erro e deixar o time.

Mais uma vez, inclino a cabeça para baixo e sinceramente peço desculpas aos fãs e aos membros. Peço desculpas”.

A empresa também divulgou uma nota nas redes. O pedido de desculpas veio logo após a carta do ex integrante do IKON. Segundo a YG, todos os atos de seus artistas é de responsabilidade da empresa e, por isso, realiza exames toxicológicos em todos eles para saber se estão ou não consumindo substâncias ilegais. YG salientou ainda que B.I havia sido submetido ao exame e o resultado do mesmo foi negativo.

“Nós inclinamos nossas cabeças e pedimos desculpas por decepcionar a todos com o problema de nosso artista Kim Han Bin (B.I).

Kim Han Bin está sentindo muito remorso e culpa devido ao impacto deste assunto. Levando o assunto a sério, ele decidiu deixar a equipe e terminar seu contrato exclusivo.

A YG tornou-se extremamente consciente da nossa responsabilidade de gerenciar os artistas da nossa agência.

Mais uma vez, sinceramente pedimos desculpas por causar preocupação”

O impacto causado pela saída de B.I foi enorme, principalmente dentro do fandom Ikonic, que criaram a hashtag HANBINSTAYWITHUS pedindo pela volta do líder. Uma campanha também vem sendo divulgada pelos fóruns e redes sociais, onde recolhe assinaturas digitais em um documento que defende a inocência de B.I e pede por sua volta. Até o momento o documento reúne mais de 700 mil assinaturas. A revolta cresce nas redes sociais, porém não só a comoção dos fãs é capaz de refletir as consequências do término do contrato. As ações da YG sofreram uma queda de 4,05% após divulgação da notícia, número que vem sofrendo queda desde fevereiro deste ano por conta do envolvimento da agência e do seu artista Seungri com o enorme escândalo de prostituição da boate Burning Sun.

“Em 12 de junho, as ações da YG estão cotadas a 31.950 won (aproximadamente US$27), o que representa uma queda de 4,05% em relação ao dia anterior.

A capitalização de mercado da YG caiu de 834,7 bilhões de won (aproximadamente US $ 705,6 milhões) em janeiro para 581,4 bilhões de won (aproximadamente US $ 491,5 milhões) no dia deste artigo”.

(Fonte: Soompi / Tradução por Ikon Brazil).

Em consulta ao Google Finanças, as ações da empresa continuam negativas, indicando 1,86% de queda.

Ações da YG. Consulta feita em 17/06/19 às 09h10. Fonte: Google Finanças

Neste 18 de junho a polícia explicou que não existem provas suficientes para continuar uma investigação contra o escândalo de drogas envolvendo B.I.

Segundo o vice-diretor do Gabinete do Promotor Distrital de Suwon, Lee Soo Kwon, que respondeu às perguntas sobre por quê a acusação não continuou com uma investigação sobre B.I. Ele afirmou: “Na época, a polícia só encaminhou o caso sobre ‘A’ (Han Seo Hee), que trocou mensagens de KakaoTalk com B.I, sugerindo a compra de drogas. Mas o interrogatório não prosseguiu porque ela continuou chorando. BI não foi mencionado durante o interrogatório”.

Lee Soo Kwon também afirmou que a promotoria recebeu da polícia um relatório de investigação interna de duas páginas, incluindo o nome de B.I. A polícia afirmou que Han Seo Hee testemunhou que não havia entregado drogas para B.I, logo as alegações contra ele eram inválidas e então encerraram a investigação.

O FUTURO DO IKON

O futuro do boygroup, segundo a YG, será focado em promoções e turnês pelo Japão. O último comeback do grupo foi em Agosto de 2018 com Killing Me, que veio logo após o sucesso estrondoso de Love Scenario, música composta por B.I, e que levou o prêmio de canção do ano (Daesang) no Melon Music Awards e no Mnet Music Awards.

O grupo foi formado em 2014 após o Reality Show Mix and Match, porém ficaram reconhecidos durante a exibição de outro Reality, chamado Who Is Next, responsável pela formação do boygroup Winner.

A formação do grupo permanecerá em 6 membros: Jinhwan, JunHoe, Bobby, Yunhyeong, ChanWoo e Donghyuk.

Por Isabela Marques
Fontes: Soompi, Dispatch, SBS, Forbes, SBS, Allkpop, Mirror, Ikon Brazil e Heavy
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